Como prova de que o meu francês está melhorando, nós fomos ontem ao Theatre Maisonneuve ver o espetáculo Slava Snowshow! E o que o espetáculo tem a ver com o meu francês?? TUDO!
Estávamos em casa na sexta-feira, ouvindo rádio, quando o locutor anuncia que o espetáculo Slava Snowshow, parte do Festival Just Pour Rire, estava em cartaz no Theatre Maisonneuve do Complexo Place des Arts, só nesse final de semana, para o encerramento do festival.
Bom, primeiro que há algumas semanas, eu nao conseguia entender quase nada no rádio (na TV, nas pessoas falando... hehehe), muito raramente entendia algumas partes da previsão do tempo graças às aulas de francês do Senac desse último semestre, onde vimos exatamente qual é o vocabulário usado na previsão do tempo na França, Canadá, etc.
E eis que entendi tudo isso, sem estar prestando 100% de atenção! Isso pra mim já foi uma vitória! Na hora falei com o Le sobre o meu feito e saímos para comprar os nossos ingressos. Eu já queria ter ido ver esse espetáculo desde que eles se apresentaram em São Paulo, mas não consegui comprar os ingressos a tempo... Compramos para domingo a noite, já que aqui domingo é sinônimo de faxina...
Então depois de trabalharmos como Amélias, eu e o Le fomos nos divertir um pouquinho! E o show foi sensacional! No começo estava meio paradinho, mas depois foi risada atrás de risada e muita interação com o público! Aliás, esse é o ponto forte do show, o público participa muito e faz o espetáculo de luz e sons ficarem completos! No final, os palhaços jogaram bolas enormes de pano na plateia, e foi muito bonito. No final da peça, o público ainda ficou mais um tempão brincando com os palhaços, jogando as bolas para o alto e tirando fotos! É claro que eu tive que ir lá na frente tirar fotinho com os artistas tb!
Agora estou satisfeita! Vale muito a pena!

Estávamos ansiosos pela liberação do iPhone no mercado canadense, e essa ansiedade se explica por dois motivos:
1) Desde que chegamos aqui em Montreal, estávamos usando os nossos telefones velhos do Brasil com chip pré-pago da Rogers, que não é nada barato;
2) Já que precisaríamos comprar celulares novos e queríamos smartphones, porque não esperar pelo iPhone que estaria mais barato dos que os outros?!
Pois bem, o dia 11 de julho chegou e lá fomos nós no Centre Rockland, de bicicleta, para comprar os nossos aparelhos! Chegamos lá por volta das 11 da manhã, e a fila no quiosque da Rogers não estava tão grande... devia ter no máximo 10 pessoas na nossa frente...
Apenas 5 horas depois, estávamos com os nossos iPhone em mãos!! Hahahaha... Mas foi bom ficar 5 horas na fila, pois conhecemos um quebecois super simpático que até convidou a gente para fazer um churrasco na casa dele!! Ficamos conversando em francês, o que foi ótimo também para a gente praticar um pouquinho e o tempo passou mais rápido.
A demora não foi por causa do tamanho da fila, mas porque cada telefone vendido tinha que ser ativado com um plano Rogers de voz + dados e uma fidelidade de 3 anos, e para isso os vendedores tinham que acessar o sistema... E é claro que o pobre do sistema não aguentou o Canadá inteiro fazendo ativações ao mesmo tempo... Pegamos o plano mais básico, mas mesmo assim é salgado... $60 por mês. Em compensação as promessas do Steve Jobs de vender o iPhone no mundo inteiro pelo mesmo preço se confirmaram, pelo menos por aqui: pagamos $199.00 em cada um!
Agora só resta testar e usar todas as funçoes desse brinquedinho novo, que já está conectando direto na rede wireless daqui de casa! E viva a Apple!
Esse fim de semana foi o Fim de Semana nos Parques! Visitamos dois parques lindos, o Parc Mont-Royal e Parc Jean-Drapeau.
No sábado marcamos de encontrar com o meu chefe no Parc Mont-Royal, já que no Google Maps aparece como uma enorme mancha verde e nós ainda não conhecíamos! Na verdade, eu precisava entregar alguns documentos para ele, mas no meio do caminho eu percebi que tinha esquecido tudo em casa!
Resolvemos ir de bicicleta, afinal estávamos com duas magrelas novinhas esperando para serem usadas! Compramos bancos de gel, que são infinitamente mais confortáveis, capacetes e bolsa para carregar as tralhas. A distancia de casa ao parque é de mais ou menos 6km, e eu quase tive um troço de cansaço! E o pior, é que vendo todo mundo usar bicicleta, eu fiquei com a ilusão de que seria fácil: a cada inclinação mínima as minhas pernas começavam a queimar, o mau humor se instalava e eu descia da bicicleta e começava a empurrar (e a xingar tb! hehe). Mas finalmente, depois de 40 minutos, chegamos ao parque. O meu chefe já tinha me ligado umas 2 vezes perguntando onde a gente estava, e se rachava de rir quando eu dizia, completamente ofegante, que a gente estava chegando. E pra facilitar ainda mais a minha vida, ele marcou de nos esperar no observatório do parque! Não preciso dizer que era só o lugar mais alto né?! Hehehe
Mas todo o mau humor e o sofrimento da iniciante aqui valeu a pena quando chegamos e nos deparamos com aquela vista! A cidade inteira a nossos pés, lindo demais!
Enquanto ainda estávamos no observatório, conhecemos dois brasileiros super simpáticos, o Abud e o Tiago! Ele estavam só de passagem por Montréal, de férias, e resolvemos sair juntos mais tarde! Trocamos emails e telefone, foi muito bom! Pelo parque, vimos muita gente tomando sol deitada na grama, piqueniques por todo lado, esquilos e a criançada se acabando de brincar. Vimos muitos cachorros tb... não preciso nem falar de quem bateu a saudade né...
No dia seguinte, encontramos com o Abud e o Tiago no Parc Jean-Drapeau, e fomos conhecer a Plage, um lugar que os montréalais chamam de praia... hehehe. Ainda bem que eu lembrei de trazer um (e apenas um) biquine do Brasil! Paga-se $8.00 por pessoa para entrar e lá tem toda a infra pra curtir o sol e o lago! Comida e bebidas são caras, por isso muita gente leva de casa! Farofada mesmo! Hahahaha. Só não pode entrar com garrafas.
De lá, fomos na Biosphère, um museu de ciência mais voltado para crianças, onde é possível fazer várias experiências e aprender sobre o meio ambiente.
O Parc Jean-Drapeau é enorme, por isso não tivemos tempo de conhecer tudo. Tem ainda um parque aquático, um museu, muito verde e.... o autódromo! A gente não acreditou quando se deu conta de que o autódromo onde aconteceu o GP do Canadá era ali! O ônibus que leva da estação de metro até a Plage passa pelo autódromo. Anda na pista mesmo. Além disso, muita gente anda ali de patins e bicicleta! Muito legal.
O Circuito Gilles-Villeneuve, que fica ao redor do parque!
Tivemos um fim de semana ótimo, e o melhor, com companhia, o que fazia tempo que nao tínhamos!
Essa é a Trufa, a minha filhota! Hoje ela faz 2 anos de idade, mas infelizmente eu não estou perto dela para dar um abraço bem apertado, coisa que ela aprendeu a suportar graças à minha sobrinha Mayara, que agarra ela que nem a Felícia desde que ela tinha uns 5 meses... (os cachorros detestam abraço, isso é coisa de primatas! :D)
A Trufa foi a realização do meu sonho de ter um cachorro! Desde que eu me entendo por gente peço um cachorrinho para a minha mãe, mas o discurso era sempre o mesmo: "A gente não pode ter um cachorro pq aqui não tem espaço... moramos num apartamento e cachorro é pra quem mora em casa."
Eu, como uma boa cabeça dura, sempre insistia e voltava no assunto, que teoricamente já estava encerrado fazia muito tempo. Até que um dia, acompanhando a minha mãe até a feira do lado de casa, perguntei: "Eu queria muito pegar um cachorro... andei pesquisando raças e preços... o que vc acha?". E ela surpreendentemente respondeu: "Tudo bem! você pode trazer o cachorro! Mas não espere que eu cuide dele por você... vai ser responsabilidade sua!" Eu mais que na hora dei um beijo e um abraço nela e no dia seguinte a Trufa já estava em casa.
Ela chegou com 4 meses, desesperada por comida, coitadinha! Era o feriado de 2 de novembro, e ela aprendeu super rápido a fazer as necessidades no jornal.
Hoje ela está uma cachorra linda, inteligente, e sinto a falta dela cada vez que vejo um gramado verde ou outras pessoas levando os seus cães para passear (e tem muitos). Até um parque só para cachorros nós já vimos aqui! Pode até parecer besteira, mas acho que doeu muito mais deixa-la pra trás do que deixar os humanos. Para os humanos, a Internet resolve uma boa parte... agora para ela, simplesmente eu sumi e ela sente a minha falta... e eu a dela!
Feliz aniversário Trufinha!
Para o orgulho da minha mãe, eu consegui fazer o maravilhoso feijão aqui em casa, receita que ela me ensinou antes de eu sair do Brasil! É claro que nos falamos pelo Skype antes de eu me aventurar na cozinha, ainda mais sem panela de pressão!
Quem já comeu sabe que o feijão da minha mãe é uma delícia, e com o Le de juiz a pressão estava ainda maior... com certeza ele é o maior fã do feijão da Dona Ligia! Mas não é que eu consegui?!
O feijão que compramos aqui é vermelho, diferente do que a gente costumava comer lá. Mas o segredo é mesmo o tempero: comprei folha de louro, bacon, alho, cebola, sal.
Antes de cozinhar, deixei os grãos de molho a noite inteira, troquei a água e deixei mais umas 4 horas... Depois, foram pro fogo e ficaram cozinhando por mais 2 horas com água, pedacinhos de bacon e uma folhinha de louro...
Depois de cozidos, em uma panela a parte, fritei bacon, dourei alho e cebola e joguei o feijão com um pouco de caldo para pegar o gostinho dos temperos. Para engroçar o caldo, amassei alguns grãos com a colher mesmo.
O que sobrou sem temperar, já que eu cozinhei bastante, eu congelei, igualzinho minha mãe faz! E o resultado:
Depois o Le faz um comentário com a opinião sincera dele! Até a próxima «Cozinhando com Marilia»
Hoje pela manha o meu telefone toca e eu atendo com um sonoro «Hello!»
E eis que do outro lado eu escuto um maravilhoso «Oi amigaaaa!»
Era do Brasil, a minha amiga Paty. Nos conhecemos desde os tempos do colégio, o bom e velho Liceu Pasteur, e ela é uma das poucas amigas com as quais mantive contato esse tempo todo. E como o tempo passa... Já sao mais de 7 anos!
De lá pra cá, devido às incompatibilidades de agenda das nossas vidas de adulto, nos falamos sempre por emails e nos encontramos poucas vezes durante o ano... mais em aniversários ou eventos específicos mesmo, mas isso nunca foi motivo para deixarmos de gostar uma da outra.
Essa é uma pessoa que tem garra, e supera desafios que deixaria qualquer um no chao! É por isso que eu tenho uma admiraçao enorme por ela!
Amiga, vc ta me devendo a foto hein! Resumindo, meu dia chuvoso ficou muito mais colorido depois desse telefonema!
Esse post é uma homenagem, agradecimento, e o pagamento de uma promessa.
Há mais ou menos 1 ano atrás, a Cibele me deu um chaveiro lindo do Pateta que ela e o Ale trouxeram para mim da Disney! Eu então, prometi que só iria usar esse chaveiro para colocar as chaves da minha casa nova no Canadá. Prometido e cumprido!
A Ci é uma daquelas amigas que nao importa quanto tempo vc fique sem vê-la, quando se reencontra parece que nao se passaram nem 5 minutos!
Foram tantas coisas que já vivemos juntas... as aulas, provas e sessoes de estudo de MAT I, MAT II e Estatística na minha casa, trabalhos mil da faculdade, o estágio na Oracle (que ela me indicou e eu serei sempre grata pela experiência que isso me proporcionou), as viagens de fim de semana, as choradeiras por causa do trabalho-namorado-familia-TPM-raiva, as famosas Hamburgadas do Ale, as Pizzadas do Ale e da minha mae, os aniversarios, o sonho dela de comprar um ap, o ap dela e do Ale (que foi conquistado na raça!), o meu casamento caipira (inesquecível para mim e acho que para ela tb!), o meu sonho de mudar para o Canada, a minha mudança para o Canada, os almoços durante a semana e pricipalmente os cafezinhos no meio da tarde.
Ela acompanhou tudo de perto e eu acompanhei os momentos dela de perto também.
E isso eu posso dizer que está fazendo muita falta! A presença dela, a força que ela dava nos momentos mais oportunos, os conselhos, os puxoes de orelha, as liçoes de vida, porque apesar de termos idades muito parecidas, ela já está em um estado de espírito muito mais avançado que o meu!
Obrigada Ci, por ter se tornado tao importante para mim!







